Psicologia de chapelaria ou chapelaria de psicólogo?

caps
O que os bonés acrescentam na sua vida
7 de agosto de 2016
chapelaria a esquina

Venha! Entre! Venha ver as novidades em chapéus. Não fique aí parado à porta, francamente!

Foi assim que João recepcionou Gustavo, um rapaz que estava à procura de um chapéu no estilo Country Panamá.

O que ele queria, João tinha. Ou melhor, a chapelaria. Muitos chapéus cercavam toda a loja, que também sabia ser a cara de São Paulo.

Assim ela foi batizada por um programa de notícias da TV. A Chapelaria estava na tevê, e Gustavo chegou a ela por meio da matéria. Queria vê-la de perto com todos aqueles chamarizes que pareciam cair sobre sua cabeça.

Neste dia, Gustavo foi um ótimo cliente e saiu com meia dúzia de chapéus debaixo do braço. Comprara para todos os irmãos e seu pai no final das contas.

“Eles vão gostar da surpresa”, se deliciou com seu pensamento.

Ao chegar a sua casa, o rapaz lembrou-se que havia esquecido o cartão de crédito com João, o maior vendedor de chapéus do mundo em sua humilde opinião.

“Volto lá amanhã, pois agora já é tarde”, pensou.

E assim foi. Gustavo fez a surpresa aos irmãos e a seu pai, dando um chapéu para cada um deles, de acordo com sua escolha. No entanto, o pior é que não houve acordo. Eles brigaram por um ou outro chapéu, e aquilo que Gustavo imaginou não acontecera. A surpresa causara mais mal do que bem estar.

Ao ver João na loja, Gustavo foi ter com ele e lhe disse que estava disposto a devolver toda a compra. contou-lhe o acontecido em sua casa na noite anterior e chorou.

João o acalmou e trocou todos os chapéus para o cliente enquanto o ouvia falar sobre a personalidade de cada membro de sua família.

Foi assim então que tudo se resolvera. Gustavo voltou para a casa com novos chapéus e, ao mostrá-los para seus irmãos e pai, teve certeza de que João era quase que um vidente! “Como ele pôde fazer casar cada chapéu com seu respectivo novo dono?”.

Chapelaria A Esquina era o nome daquele estabelecimento onde João trabalhava. Era ali que era a “cara de São Paulo”. Era ali que ele gastaria com seu cartão de crédito (recuperado a bem da verdade) com novas futuras aquisições. Era ali que compraria novos artigos sempre com o “guru” João lhe ajudando a escolher de acordo com a personalidade do destinatário. Alguma coisa lhe dizia que ali era muito mais que a cara de São Paulo, mas isso ficou para ele, sob o riso tímido que revelou quase sem querer.

 

Esta é uma história de ficção e qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.
O que está esperando para se juntar a nós!

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